Uma trégua foi firmada entre Israel e Palestina após três dias de ataques aéreos com disparos de foguetes entre militares israelenses e a Jihad Islâmica Palestina, na Faixa de Gaza. Cerca de 44 pessoas morreram, incluindo 15 crianças. Além das mortes, mais de 300 pessoas ficaram feridas.
O acordo, mediado pelo Egito com a ajuda das Nações Unidas (ONU) e do Catar, fez com que hoje, 8, houvesse a circulação de ajuda humanitária e a entrada de combustível na região de fronteira palestina para religar a única central elétrica.
Os líderes palestinos aceitaram o cessar-fogo diante da situação crítica na faixa de Gaza. O fornecimento de energia elétrica estava ficando escasso e os hospitais alertaram que os serviços vitais estavam perto do colapso.
Israel também aceitou respeitar o acordo e encerrar os ataques. Porém os dois lados ressaltaram que mantêm o “direito de responder fortemente” a qualquer violação da trégua.
Trégua
O secretário-geral da Jihad Islâmica, Ziad al-Nakhala, disse que firmou o acordo da trégua, pois o Egito garantiu trabalhar construtivamente nas condições exigidas pela Palestina.
“A Jihad Islâmica estabelece as suas condições. Primeiro, unir todos os palestinos. Também, exigimos que o inimigo (Israel) liberte o nosso irmão que está em greve de fome, Khalil Awawda. E terceiro, que liberte o sheik Bassem al-Saadi”, disse al-Nakhala aos jornalistas, nacapital iraniana, Teerã.
Autoridade egípcias disseram que estão lutando para libertar Awawda e “transferi-lo para tratamento”. Disse também que tenta a libertação de al-Saadi “o mais rápido possível”.
O Exército israelense confirmou que bombardeou mais de 140 alvos da Jihad Islâmica, incluindo túneis usados por militantes para realizar ataques, instalações de armazenamento de armas e locais de lançamento de foguetes.
O sistema de defesa antimísseis de Israel, o Iron Dome, interceptou cerca de 97% dos cerca 470 foguetes lançados de Gaza desde sexta, 5. Pelo menos 20% dos disparos falharam e caíram no próprio território em Gaza.
Segundo o Telaviv, alguns foguetes atingiram o campo de refugiados de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, matando várias crianças.
O clima de ataques começou devido à prisão feita por Israel do líder da Jihad Islâmica na Cisjordânia, Bassem al-Saadi. A escalada de violência foi justificada por Telaviv como um “ataque preventivo” na Faixa de Gaza para travar qualquer retaliação da Jihad.
Neste fim de semana, as forças israelitas confirmaram ter matado Tayssir Al-Jabari e Khaled Mansour, líderes do movimento palestino, assim como ter detido cerca de 40 membros da Jihad Islâmica.


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